A Universidade Fernando Pessoa acolhe, entre outubro de 2026 e maio de 2027, o Ciclo Compor Mundos 2026–27, dedicado ao tema “Humanidades e Saúde. O papel das Artes na Compreensão da Doença e na Cura”. A iniciativa propõe uma reflexão interdisciplinar sobre o adoecer e o cuidar, a partir de oito obras de cinema, literatura e escultura.
Ao aproximar as Humanidades e as Ciências da Saúde, o ciclo procura aprofundar a compreensão da experiência de doença, integrando as suas dimensões culturais, sociais, históricas e existenciais. O diálogo com as artes permite explorar o sofrimento, a recuperação, a proximidade com a morte e o sentido de viver, contribuindo para uma prática de cuidados mais atenta à complexidade humana.
As obras serão apresentadas e comentadas por especialistas de diversas áreas, criando oportunidades para discutir temas como o estigma, a identidade, a vulnerabilidade, a saúde mental, as relações de cuidado e os desafios éticos da prática clínica. Este percurso permitirá também refletir sobre os diagnósticos, os tratamentos e as instituições de saúde nos contextos em que se inserem.
O programa contempla as seguintes obras:
- Outubro: Dor e Glória, com Luís Santos e Pe. Paulo Duarte;
- Novembro: Melancolia, com Álvaro Campelo e convidado/a;
- Dezembro: Para Sempre Alice, com Susana Magalhães e convidado/a;
- Janeiro: O Pai, com Carina Fernandes e convidado/a;
- Fevereiro: O Monte dos Vendavais, com Elsa Simões e convidado/a;
- Março: A Vegetariana, com Marina Lencastre, Rui Estrada e convidado/a;
- Abril: Adolescência, com Eduardo Paz Barroso, Sandra Tuna e convidado/a;
- Maio: Asclépio (Esculápio), com o Professor Salvato Trigo.
As sessões são abertas à comunidade académica, aos profissionais e ao público em geral, assumindo diferentes formatos, como mesas redondas, seminários com questões orientadoras, workshops de leitura comentada e análise de casos clínico-culturais.
O ciclo dará ainda origem ao ebook Compor Mundos: Artes e Saúde, que reunirá as comunicações e reflexões dos participantes, bem como as metodologias pedagógicas utilizadas nas sessões, prolongando o contributo da iniciativa para o debate sobre a humanização dos cuidados de saúde.







