Reprocessamento de Dispositivos Médicos (Esterilização)

Sobre o curso

A Pós-Graduação em Reprocessamento de Dispositivos Médicos (Esterilização) está acreditada pela Ordem dos Enfermeiros APF/2021/05320, para efeitos de Qualificação Profissional, com a atribuição de 3,5 Créditos de Desenvolvimento Profissional (CDP) e para acesso à atribuição de Competência Acrescida Diferenciada em Enfermagem em reprocessamento de dispositivos.

Duração
30 ECTS • 6 meses
Início: 20 ABR. 2022 
Candidaturas: até 31 MAR. 2022

Horário
Quinta-feira e Sexta-feira: 17:00-21:00/18:00-22:00
Sábado: 09:00-13:00, excecionalmente à tarde: 14:00-18:00

Vagas
O curso tem 30 vagas e a sua abertura está sujeita
a um número mínimo de 10 alunos matriculados.


Coordenação
Prof. Doutor Germano Couto
Mestre Helena Festas
coordenacao.pg.rdm@ufp.edu.pt

Apresentação

As unidades de reprocessamento de dispositivos médicos, vulgo “serviços de esterilização” desempenham um papel fulcral na prevenção e controlo de infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS), onde a segurança de utentes e profissionais envolvidos na prestação de serviços dependem em grande parte, deste serviço.

Sem um sistema adequado de controlo rigoroso de todas as etapas, desde a lavagem à desinfeção e esterilização de dispositivos médicos, todas as outras medidas de prevenção da infeção (como a lavagem das mãos, uma correta política de antibióticos e as medidas de controlo e prevenção de surtos e de infeções) poderão falhar.

Para que não haja falhas, é necessário proceder-se, a par da evolução técnico-científica, ao reconhecimento da importância da garantia da qualidade, desenvolvendo ferramentas de controlo de todos os processos inerentes à atividade desenvolvida pela unidade, serviço, e ou departamento.

De acordo com documento da Ordem dos Enfermeiros relativo à proposta de regulamento da competência acrescida diferenciada em enfermagem em reprocessamento de dispositivos médicos, os avanços e mudanças em matéria de dispositivos e de controlo de infeção associada a cuidados de saúde constituem um elemento central na prestação de cuidados de saúde, no qual o reprocessamento de dispositivos assume uma especial importância, constituindo o seu corpo de conhecimento, práticas e contextos uma área de crescente diferenciação em Enfermagem.

Partindo destes pressupostos, foi elaborado um programa que permite aprofundar conhecimentos teórico-práticos que solucionem os problemas que advêm de quem trabalha nos serviços de reprocessamento de dispositivos médicos, “serviços de esterilização”.

A Pós-Graduação em Reprocessamento de Dispositivos Médicos, tem por pressuposto responder a um dos requisitos indispensáveis para a certificação Individual da Competência Acrescida Diferenciada em Enfermagem em Reprocessamento de dispositivos, conforme prevista no Regulamento n.º 729/2021, de 5 de agosto.

Avaliação e Certificação

1) Frequência e/ou trabalho escrito – aproveitamento positivo (mínimo de 9,5 valores) a todas as unidades curriculares;

2) Ensino Clínico – aproveitamento positivo (mínimo de 9,5 valores) na unidade curricular;

3) Assiduidade – presença mínima em 50% do tempo estabelecido como horas de contacto para aulas teóricas, teórico-práticas ou seminários (presenciais ou ensino à distância), e em 90% do tempo estabelecido como horas de estágio.

Plano de estudos

Unidades curriculares

Conteúdos programáticos

ECTS

Ética e reprocessamento de dispositivos

Questões éticas relacionadas com o reprocessamento de dispositivos;

Princípios éticos e tomada de decisão profissional (princípios da bioética respeito pela autonomia, beneficência, não maleficência, justiça).

1

Conceitos básicos em microbiologia aplicados ao reprocessamento de dispositivos

Definição de conceitos básicos em infeção associadas aos cuidados de saúde;

Microrganismos como agentes de colonização e infeção;

Ação patogénica dos microrganismos;

Cadeia de infeção e vias de transmissão de infeção;

Agentes infeciosos e agentes transmissíveis não convencionais (priões);

Infeção associada aos cuidados de saúde;

Contaminação, colonização e infeção.

2

Precauções básicas de controlo de infeção aplicáveis ao processo de reprocessamento

Higiene das mãos;

Equipamento de proteção individual;

Princípios da classificação de Spaulding dos dispositivos;

Limpeza e desinfeção de superfícies;

Monitorização e controlo ambiental (ar e superfícies) (ISO 14644 e ISO 14698);

Gestão de resíduos hospitalares;

Exposição a agentes microbianos no local de trabalho.

2

Quadro Regulamentar Europeu dos Dispositivos Médicos

Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo a dispositivos médicos; Autoridade nacional para os dispositivos médicos;

Organismos de normalização;

Normas Internacionais, Europeias e Portuguesas ISO, EN, NP;

Legislação portuguesa aplicável.

2

Reprocessamento dos dispositivos médicos, aplicação do Regulamento e prática profissional

Caraterísticas, requisitos e instalações técnicas da unidade de reprocessamento de dispositivos (qualidade da água, AVAC);

Riscos associados aos dispositivos médicos;

Reprocessamento centralizado, acondicionamento e transporte;

Descontaminação, detergentes e desinfetantes;

Inspeção (lubrificação e montagem), sistema de barreira estéril;

Métodos de esterilização;

Monitorização e controlo de rotina;

Controlo da qualidade;

Validação de processos;

Princípios de gestão da qualidade; Gestão de risco;

Certificação da Unidade de Reprocessamento de Dispositivos Médicos de acordo com a ISO 13485 (Dispositivos médicos. Sistemas de gestão da qualidade. Requisitos para fins regulamentares).

6

Investigação em enfermagem em reprocessamento de dispositivos

Prática baseada na evidência;

Métodos de investigação em enfermagem;

Divulgação de resultados de investigação

2

Sistemas de informação e comunicação

As organizações e a necessidade de sistemas de informação;

 Impacto dos SI nas unidades de saúde;

SI aplicados a Unidades de Reprocessamento de dispositivos médicos;

 Base de Dados para dispositivos médicos;

UDI – Unique Device Identification

2

Gestão e liderança em reprocessamento de dispositivos

Liderança, e líderes

Gestão aplicada a uma URDM;

Gestão do cliente da URDM: Expectativas do cliente/utilizador da URDM; Expectativas da URDM com o cliente.

Gestão do tempo e capacidade de resposta da URDM.

2

Trabalho em equipa e em parceria

Coaching e gestão de conflitos

2

Componente prática em contexto de reprocessamento

A realizar em instituições externas protocoladas

9

corpo docente

Coordenação

Germano Couto, M.Sc, Ph.D

– Professor Coordenador na Escola superior de Saúde Fernando Pessoa
– Investigador Doutorado Integrado no CINTESIS
– Enfermeiro Diretor do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa (2017-2019)
– Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (2012-2015)
– Doutor em Ciências de Enfermagem

Helena Festas, M.Sc, Ph.D

– Mestre convidada na Escola Superior de Saúde Fernando Pessoa;
– Especialista em Enfermagem Comunitária.
– Enfermeira especialista na ULSM
– Pós-Graduada em Controlo de infeção
– Pós-Graduada em Gestão dos serviços de saúde
– Auditora interna e externa em sistemas de gestão da qualidade pela norma ISO 9001/2015
– Qualificação de Auditores Internos da qualidade

Teresa Brandão, M.Sc
– Mestre em Bioética e Ética Médica.
– Pós-Graduada em Bioética;
– Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Pública;
– Especialista na área Científica das Ciências e Enfermagem, no âmbito do DL 206/2009, de 31 de agosto

Susana Gregório, M.Sc
– Licenciada em Enfermagem
– Enfermeira Especialista na área de enfermagem de saúde infantil e pediátrica;
– Título de especialista na área do ensino em enfermagem;
– Enfermeira Diretora do Hospital Escola da Universidade Fernando Pessoa.

Joana Monteiro, M.Sc
– Licenciada em Enfermagem
– Especialista em Enfermagem Médico-cirúrgica;
– Pós-graduada – MBA curso avançado em gestão de organizações e serviços de saúde
– Pós-graduada em administração e gestão de unidades de saúde e recursos humanos

João Soares Faria, Ph.D
– Professor Adjunto na Escola superior de Saúde Fernando Pessoa
– Investigador Doutorado Integrado no CINTESIS
– Mestre em Gestão das organizações
– Doutor em Ciências de Enfermagem
– Especialista em Enfermagem Comunitária.

Amália Espada, Lic.
– Licenciada em Enfermagem
– Pós-graduada em infeção em Cuidados de Saúde
– Membro do Grupo de Coordenação Regional do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos da ARSA, IP
– Curso de formação em Esterilização da Direção-Geral da Saúde
– Especialista em reprocessamento de dispositivos médicos, prevenção e controlo de infeção e gestão de resíduos hospitalares
– Presidente da direção da ANES – Associação Nacional de Esterilização

Flora Carvalho, Lic.
– Licenciada em Enfermagem
– Pós-Graduada em infeção em Cuidados de Saúde
– Membro do Grupo de Coordenação Regional do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos da ARSA, IP
– Curso de formação em Esterilização da Direção-Geral da Saúde
– Especialista em reprocessamento de dispositivos médicos, prevenção e controlo de infeção e gestão de resíduos hospitalares
– Presidente da direção da ANES- Associação Nacional de Esterilização

Fernanda Vieira, M.Sc
– Licenciada em Enfermagem
– Mestre em infeção em cuidados de saúde
– Especialista em Enfermagem Médico-cirúrgica
– Pós-Graduada em Controlo de infeção hospitalar
– Pós-Graduada em Administração e Gestão de unidades de saúde
– Auditora interna na ULSM
– Pós-Graduada – curso de estudos avançados Investigação clínica e em serviços de saúde

Eduardo Barros, Lic.
– Licenciado em Enfermagem
– Especialista em Enfermagem Médico-cirúrgica
– Pós-Graduado em Métodos epidemiológicos
– Membro da comissão de controlo de infeção HSMP

Carlos Jorge Fernandes, Lic.
– Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de computadores FEUP
– Técnico superior de segurança e saúde no trabalho
– Qualificação de Auditores Internos da qualidade
– Pós-graduado em Sistemas de gestão da qualidade
– Pós-graduado em auditorias
– Docente do ensino secundário 1994-1998
– Formador em sistemas de gestão de dispositivos médicos – ISO 13485

Ricardo Magalhães, Ph.D
– Professor Associado na Universidade Fernando Pessoa
– Licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
– Doutor em Genética Molecular pela ICBAS Docente na área da microbiologia geral, Microbiologia clínica, Virologia
– Formação Pós-graduada -Seminar of Innovative Technology. ¬– Formação Pós-graduada
– Curso de Antibioterapia.

Miguel Trigo, Ph.D
– Professor Associado na Universidade Fernando Pessoa
– Licenciado em Relações Públicas pela Universidade Fernando Pessoa
– Doutor em Ciências de Informação pela Universidade de Toulon

António Esteves, Lic.
– Economista, especializado em Economia Política (Ordem dos Economistas)
– Especialista em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa
– Membro estagiário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas
– Experiência profissional em finanças empresariais, avaliação de performance financeira e sistemas de controlo.

Virgílio Silva, Lic.
– Licenciado em Engenharia Física UA
– Pós-graduado em validação de processos térmicos em esterilizadores a vapor, máquinas de lavar e desinfetar e DAQ universal
– Expert em proteção radiológica

António Faria Gomes, Lic.
– Licenciado em Engenharia Eletrotécnica FEUP
– Pós-graduado em engenharia de instalações e equipamentos hospitalares pela ENSP
– Pós-graduado em “Sterilization of Medical Device” Universidade de Manchester
– Pós-graduado em auditorias da qualidade
– Presidente da direção da sociedade portuguesa de instrumentação médica

Américo Guedes, M.Sc
– Licenciado em Engenharia Mecânica FEUP
– Mestre em Engenharia Biomédica INEB/FEUP
– Pós-graduado em esterilização (Bristol)
– Pós-graduado em auditorias da qualidade
– Pós-graduado – cursos de desinfeção hospitalar
– Pós-graduado – curso de técnicas de desinfeção

Eurico Emanuel do Vale Gonçalves de Castro Alves, M.Sc, Ph.D

– Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto;
– Médico especialista em Cirurgia Geral;
– Pos-graduação em  Gestão Universidade  Católica/Ordem dos Médicos;
– Pos-graduação em Mastering Healthcare Finance,  Universidade de Harvard                     

Candidaturas

Datas

2.ª Fase de Candidaturas: até 31 MAR. 2022
Comunicação dos resultados: até 08 ABR. 2022
Matrículas: de 11 a 14 ABR. 2022
Início do curso*: 20 ABR. 2022

* A realização do curso obedece a um número mínimo de 10 alunos.

Para seleção e seriação dos candidatos serão aplicados os seguintes critérios:

Para seleção e seriação dos candidatos serão aplicados os seguintes critérios:

  1. Licenciatura da área da saúde ou área afim
  2. Avaliação do CV (Atividade profissional e científica)


Documentos necessários:

– Diploma ou certificado comprovativo do grau académico CV (Consultar Observações 1.1, 1.2. e 1.3.*);
– Curriculum Vitae (Modelo Europass);
– Elementos comprovativos das atividades indicadas no CV (Consultar Observação 1.3.*);
– Boletim de candidatura devidamente preenchido (PDF) – não aplicável para candidaturas online;
– Cópia do documento de identificação fiscal (para emissão de recibos);
– Documento de identificação da União Europeia | Cidadãos Extracomunitários: Visto de Estudante ou, no caso de já estar a residir em Portugal: Cartão de Residência emitido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal;
– Pagamento da Taxa de Candidatura.

Observações:

1.1. Não aplicável a ex-alunos da UFP;
1.2. Documentos académicos ou profissionais:
1.2.1. De entidades Portuguesas e da União Europeia: cópia autenticada num notário, advogado, estação de correios ou Junta de Freguesia;
1.2.2. De entidades Extracomunitárias: original ou cópia autenticada com a Apostilha da Convenção de Haia no país de realização do curso; caso o país não tenha aderido à Convenção, é aceite uma autenticação pelos serviços oficiais de educação desse país + respetiva autoridade diplomática portuguesa. A certidão de disciplinas deve também incluir a respetiva escala de notas quantitativa utilizada na avaliação curricular;
1.3. Documentos académicos ou profissionais devem ser emitidos em Português, Inglês, Espanhol ou Francês. Se emitidos noutra língua deverão ser traduzidos para uma das línguas aceites, por um tradutor reconhecido pela respetiva entidade diplomática (de acordo com a língua para a qual for traduzida);
1.4. Não é efetuada a devolução de pagamentos feitos nem de documentação entregue;
1.5. A abertura dos cursos obedece a um número mínimo de matrículas

Taxas escolares

Pós-graduação em Reprocessamento de Dispositivos Médicos
2022/23

Taxa de Candidatura: 120€
Taxa de Matrícula: 250€
Propina: 1250€

* Não dispensa a consulta do documento de Normas Gerais Relativas ao Pagamento das Taxas Escolares na UFP/ESS-FP 2022/23, disponível na área de Regulamentos.

Mais informações

Gabinete de Ingresso
Fundação Fernando Pessoa
Praça 9 de Abril, 349 • 4249-004 Porto
ingresso@fundacaofernandopessoa.pt